Chegando na Croácia

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Nem só de alegrias vive quem usa BlaBlaCar para se locomover. Depois de alguns dias de sol na Eslovênia encontrei um anúncio de uma carona de Bled até Zadar na Croácia por 13 euros, um preço excelente para quase 500 quilômetros de carro. Combinei tudo com o piloto e no dia seguinte estava eu de mochila e ukulele na mão esperando durante quase duas horas por um carro que nunca apareceu.

Danças típicas em Zagreb
Danças típicas em Zagreb.

Chegar em Zadar em um dia não era mais uma opção, então aproveitei para conhecer Zagreb, a capital da Croácia. Normalmente fora do roteiro de muitas pessoas que visitam o país, Zagreb tem uma atmosfera interessante e um clima muito legal à noite na Tkalciceva, uma rua cheia de bares e clubes no centro da cidade.

Um prédio amarelo grande, estava cansado e não me interessei em saber o que é :)
Um prédio amarelo grande, estava cansado e não me interessei em saber o que é 🙂

Além disso a cidade tem alguns prédios interessantes e vários museus como o Museu do CogumeloNão sei se tem tanta gente interessada em um museu de cogumelos, mas se existe o museu da merda acho muito justo que os cogumelos tenham o seu lugar.

Enfim, apesar de ter atrações decentes Zagreb não me impressionou e realmente eu diria que você não perde muita coisa deixando a cidade de lado em uma visita à Croácia.

Esse morango foi o que mais me chamou a atenção em Zagreb.
Esse morango foi o que mais me chamou a atenção em Zagreb.

Quando deixei a cidade passei o dia no Parque Nacional dos Lagos de Plitvice e no fim da tarde finalmente cheguei em Zadar. Não tinha ideia do que tinha para fazer lá – na verdade nem lembro o motivo de ter decidido ir para Zadar – mas andando pelas ruas estreitas da cidade antiga percebi na hora que foi uma boa escolha.

Cidade Sentinela, o centro da Cidade antiga de Zadar
Cidade Sentinela, o centro da Cidade antiga de Zadar.

Antigo é muito relativo, nos últimos meses estive em várias cidades com séculos de história e vi construções finalizadas antes de o Brasil ser descoberto pelos europeus. Zadar pode ser considerada cidade desde o século IX A.C., mas existem registros de que humanos viveram na região desde o fim da idade da pedra. Boa parte das estruturas do período da ocupação romana ainda estão de pé (ou quase) e podem ser vistas em diferentes áreas da cidade ao ar livre, protegidas por vidro ou como parte de outras construções.

Igreja de Santo Donato - Construída no século IX.
Igreja de Santo Donato – Construída no século IX.

Além da arquitetura o Mar Adriático é outro responsável pela beleza da cidade. As águas transparentes que circundam Zadar nem sempre tem uma temperatura perfeita para nadar, mas sentar em uma das praias de pedra pra ver o tempo passar costuma ser o suficiente para convencer os turistas a estender a estadia.

Preocupadíssimo com a Dilma.
Preocupadíssimo com a Dilma.
Fingindo que estou apreciando a vista enquanto espero os pés acostumarem com a água gelada.
Fingindo que estou apreciando a vista enquanto espero os pés acostumarem com a água gelada.

Ao fim da tarde muitas pessoas se reúnem em torno dos painéis solares que à noite emitem luzes de várias cores em saudação ao sol. Não sei o motivo de se chamar saudação ao sol, porque só começa à noite, então o coitado nunca vê o show – não sei o sol, mas eu ficaria muito chateado se fizessem uma parada em minha homenagem e não me convidassem.

Tem umas luzes aí no chão, mas sinceramente fiquei com preguiça de tirar uma foto melhor. Confia em mim e vai lá ver :)
Tem um show de luzes bem legal aí no chão, mas sinceramente fiquei com preguiça de tirar uma foto melhor. Confia em mim e vai lá ver 🙂

Ao lado estruturas tubulares de concreto ligadas ao mar formam um órgão natural que constantemente emite uma melodia produzida pelas ondas (ouça abaixo).

Cada um destes quadrados brancos alinhados à esquerda emitem uma nota diferente de acordo com as ondas.
Cada um destes quadrados brancos alinhados à esquerda emitem uma nota diferente de acordo com as ondas.

 

Inicialmente eu iria ficar lá por duas noites, acabei ficando quatro. Uma parte porque realmente é legal e outra porque eu estou meio preguiçoso ultimamente. Finalmente, depois de dias de praia, sol, bolhas de sabão, aulas de ukulele, lições de Krav Magá, bêbados croatas querendo falar de futebol e velhas cantando em italiano (pois é, não dá pra escrever sobre tudo), deixei Zadar para Split em um dia de chuva que vai ficar para o próximo post porque meu barquinho vai sair já já para Hvar. Doviđenja!

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Seguir Rodrigo Belasquem:

Depois de algumas curtas viagens pela América do Sul achou que 10 dias não eram suficientes para conhecer muita coisa. Largou o emprego e viaja pelo mundo conhecendo lugares, pessoas e fotografando nas horas vagas (que são todas).

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