Como aplicar para o Working Holiday Visa na Nova Zelândia – Inscrição Passo a Passo

postado em: Viagem | 41

Se você decidiu que irá aplicar para o Working Holiday Visa na Nova Zelândia, já deve saber que são poucas vagas e muitos interessados. Para ajudar nisso, vou dar aqui todas as dicas que utilizei na minha inscrição para preencher os formulários rapidamente e aumentar as suas chances de sucesso.

 

Moeraki Boulders

As inscrições para o Working Holiday Visa da Nova Zelândia para brasileiros abrirão no dia 22 de agosto de 2017 às 10h (horário da Nova Zelândia), equivalente às 19 horas (de Brasília) do dia 21 de agosto aqui no Brasil. Na dúvida, confira o horário atual na Nova Zelândia para confirmar a diferença de fuso.

 

Se você tem dúvidas sobre o funcionamento do Working Holiday Visa para Nova Zelândia, confira este post.

 

Serão 300 vistos para todos os brasileiros, divididas no modo black friday Casas Bahia – os 300 primeiros que se inscreverem, levam a vaga. Já que este é o modelo, é importante que você esteja pronto para preencher tudo o mais rápido possível e enviar sua inscrição. Veja como será todo o processo de inscrição e algumas dicas para tornar o preenchimento o mais rápido possível.

 

 

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Crie sua conta

A primeira dica é criar seu usuário com antecedência. Apesar de as vagas só abrirem no horário definido, você precisará de uma conta no site da imigração que pode ser feita agora mesmo. Isso vai economizar alguns minutos do seu precioso tempo de inscrição.

 

Para fazer sua conta, vá até https://onlineservices.immigration.govt.nz/registration/default.aspx

Preencha todos os campos. Quando concluir, clique naquele botão azul microscópico no canto inferior direito.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Se você preencheu tudo direitinho, seu usuário foi criado e você poderá agora logar no site da imigração. Não é necessário confirmar nada no email.

Teste seu usuário logando em https://onlineservices.immigration.govt.nz/secure/Login+Working+Holiday.htm

 

Tela Inscrição Working Holiday Visa

Preparando-se para o dia da inscrição

 

Você verá aqui todas as telas que aparecerão para você no dia da inscrição. A minha dica é que você digite em um processador de texto todas as informações que precisará preencher, assim você pode copiar e colar rapidamente (utilizando os atalhos Ctrl + C e Ctrl + V). Se você for oldschool e não curte word ou bloco de notas, pode escrever à mão mesmo. Mas só para lembrar, estamos em 2017.

 

Você precisará pagar a taxa de inscrição depois de preencher todos os campos (caso ainda hajam vagas). O pagamento pode ser feito apenas com Mastercard ou Visa. Recomendo que você tenha pelo menos um de cada. Um dos meus cartões não funcionou no dia da inscrição e eu só consegui com o segundo.

 

Não peça para ninguém tentar preencher para você simultaneamente usando outro computador. O sistema detectera múltiplos logins e você não poderá preencher nada até que uma das sessões desconecte.

 

O sistema vai cair, esteja psicologicamente preparado para isso. São muitas pessoas tentando ao mesmo tempo e o servidor vai abaixo logo nos primeiros minutos. Quando isso acontecer, fique atualizando e aguarde até que o sistema volte, não perca tempo e não desista até ver a mensagem de que não há mais vagas.

 

Todas as telas e o que preencher na sua inscrição

 

Antes de mais nada, um aviso: Minha intenção é que você esteja familiarizado com as telas e possa preparar suas respostas para acelerar o processo e aumentar suas chances. Porém, é sua reponsabilidade ler todo o formulário e preencher as suas respostas de acordo com o que for solicitado. Tenha em mente que, apesar de improvável, é possível que os campos sejam alterados, suprimidos ou que novas perguntas sejam introduzidas. Além disso, eu não tenho dinheiro nenhum, então nem adianta me processar.

 

No dia da inscrição, faça login no link https://onlineservices.immigration.govt.nz/secure/Login+Working+Holiday.htm com o usuário que criamos previamente.

Na tela principal, clique em no link “Working Holiday“, no lado esquerdo.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

Selecione “Brazil” na lista de países e clique em “OK”

 

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Se você chegar nesta página antes do horário programado, você verá a mensagem dizendo que não existem vagas disponíveis. Neste exemplo, estou utilizando a Suécia, mas as telas são exatamente iguais. Portanto, se já as inscrições já estiverem abertas, você pode clicar em “Apply Now“. Se você chegou um pouco antes, recarregue a página ou clique novamente no link anterior.

 

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Agora você está vendo a principal tela da inscrição, onde você colocará seus dados. Ela é composta pelas abas “Personal”, “Health”, “Character” e “Working Holiday Specific”. Note que a aba “Personal” tem 3 itens: “Personal details”, “Identification” e “Occupation Details”.

O ícone com o “x” vermelho ao lado da aba indica que o item ainda não foi preenchido ou contém erros. Um “v” verde indica que tudo está completo nesta aba. Note que o ícone só será atualizado quando você salvar ou mudar de página.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Todos os campos com o asterísco vermelho devem ser preenchidos. Esqueça tudo que não tem asterísco, pois não influenciará suas chances e precisamos economizar tempo.

Seu nome e sobrenome virão preenchidos. Selecione sexo, data de nascimento e país de nascimento.

Seu endereço não será utilizado para nada, por isso preencha da forma mais simples possível.

Selecione “Brazil” em country e desça um pouco mais na página para completar a aba “Personal details”

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Seu endereço de email já estará preenchido.

Responda “Não” para immigration adviser. Se você não sabe o que é, você provavelmente não tem um.

Método de comunicação “email” já estará selecionado.

Responda que “Sim”, possuí um cartão de crédito.

Clique em “Next

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Uma pequena observação: Se você não clicar em save, você perderá as suas informações se (quando) o servidor cair. O problema de clicar em save em todas as telas é que o carregamento das páginas é muito – muito mesmo – lento. Assim, cada vez que você clica save, perde um considerável tempo de preenchimento. Particularmente, acredito que o tempo de preenchimento é rápido quando você já sabe o que responder, portanto recomendo apenas um save quando você terminar de responder as perguntas em “Health“. Infelizmente, você também terá que contar com a sorte.

 

Agora estamos em “Identification”, ainda sob a aba “Personal”.

Insira e repita o número do seu passaporte.

Coloque a data de vencimento do seu passaporte.

Insira outro documento para comprovar a identidade (nunca me pediram, não sei pra que serve). As opções são “Driver License”, “Birth Certificate” ou “National ID”. Escolha um e insira abaixo a data de emissão deste documento.

Não precisamos preencher nada em “Occupation details”, portanto vamos economizar o tempo do carregamento. Suba a página e clique diretamente na aba “Health” em vez de “next”.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

Tela Inscrição Working Holiday Visa
Occupation Details: Não é necessário preencher nada aqui, não perca tempo.

 

Agora que você está em “Health“, sua aba “Personal” deve ter um ícone verde, indicando que tudo está OK. Caso contrário, preencha a página atual e volte para “Personal” para corrigir possíveis erros.

Responda as perguntas sobre a sua saúde. A maioria responderá “Não” para todas, exceto a última.

A última pergunta, após a caixa de texto, diz respeito à ter vivido ou visitado, por pelo menos 3 meses nos últimos 5 anos, um país que não está na lista de baixo risco de tuberculose. Como o Brasil não faz parte da lista, sua resposta vai ser “sim“.

Você está na metade do caminho. Clique “save” para garantir o que já foi digitado e siga para a aba “Character”.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Na aba Character eles querem saber se você é um serial killer ou se você já cuspiu em um policial de alfândega. Se você for uma pessoa de bom coração, responda “não” em tudo e siga para próxima aba sem salvar, porque você não é bandido, mas gosta de viver perigosamente.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Já vai tirando a poeira do seu passaporte, essa é a última aba. Como aqui as respostas são mais chatinhas, vou detalhar:

  1. Você já recebeu um Working Holiday Visa para a Nova Zelândia? Não, né? “Não“.
  2. Você tem grana? “Sim” (Se você quer saber do que eles estão falando, leia este post).
  3. Quando você irá viajar para a Nova Zelândia? Essa informação não serve pra nada, coloque 01 Jan 2018 que é mais rápido.
  4. Você já esteve na Nova Zelândia antes? Não? “Não“.
  5. Se sim, quando? Não temos tempo para perguntas sem asterísco.
  6. Você tem grana para sair da Nova Zelândia quando seu visto acabar? “Sim

SAAAAAAAAVE

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Quase lá! Agora clica em “Submit“, garoto(a). Vai preparando o bolso que nada é de graça nesse mundo.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Não falei? Tire o escorpião digital do bolso e clique em “Pay Now“.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Mais uma tela pra te deixar nervoso. O link para a página de pagamento está perdido ali no meio, em vez de ser um botão. Mas se você já chegou até aqui, não vai ser uma página mal feita que vai te parar. Clique no link que diz “secure payment site“. Ele vai te levar para o sistema que vai subtrair $208 dólares do seu cartão.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Mais uma página inútil. Coloque seu nome e clique “OK” no canto inferior direito.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

Selecione a bandeira do cartão que será utilizado. Se você for esperto, terá nas mãos agora não só o seu cartão, mas também o da sua mãe, do seu vizinho e do seu cachorro. Não arrisque chegar até aqui e não conseguir a vaga porque alguma parte obscura do sistema bancário negou o pagamento. Apesar de, em geral, um cartão de crédito Visa ou Mastercard dever funcionar nesta situação, quanto maior a fauna de cartões disponível, melhor.

 

Tela Inscrição Working Holiday Visa

Coloque os números mágicos, clique em “Pay Now” e dê três pulinhos.

Tela Inscrição Working Holiday Visa

 

Como não aceitaram meu cartão “1111111111”, eu não tenho imagens da próxima tela. Então vou te contar o que aconteceu quando consegui o meu. O pagamento será confirmado e você vai receber um email dizendo que agora precisará fazer um raio-x e enviar para a imigração. Essa é a parte fácil. Se seu pagamento for aprovado você só não receberá o visto se tiver um problema de saúde sério ou mentiu em algo grave no formulário.

 

Parece fácil

Mas não é. Você realmente precisa de um pouco de sorte para conseguir completar tudo. Você perceberá desde o princípio que tudo é muito lento, muitas vezes você termina de preencher e a página fica então carregando por 1, 2 ou 5 minutos. As dicas que eu dei vão te auxiliar, mas o resto é puro acaso. Se você não conseguir a tempo, o único jeito é tentar no próximo ano.

 

Boa sorte e usem os comentários para dúvidas ou para enviar letras de músicas do Amado Batista.

 

 

Como tirar seu Working Holiday Visa para a Nova Zelândia

postado em: Viagem | 42
Vir para a Nova Zelândia com um Working Holiday Visa é uma ótima forma de conhecer o país. É possível custear toda a viagem trabalhando e pode até sobrar uma grana para conhecer outros países se você for econômico. Neste post vou explicar como funciona este tipo de visto e dar algumas dicas para você conseguir o seu Working Holiday Visa para a Nova Zelândia.

 

Mount Cook Village
Mount Cook National Park – Meu primeiro local de trabalho na Nova Zelândia

Conteúdo

Dia 365 de 365

postado em: Viagem | 21

Há exatamente um ano, no horário que este post foi ao ar, eu estava no Aeroporto do Galeão, no Rio, escrevendo o post Dia 0 de 365 enquanto esperava meu voo para Amsterdã. O dia 365 chegou e não é o último. Eu estou na Malásia, de cabeça para baixo em comparação com o Rodrigo do dia 6 de março de 2015 e sem vontade de parar de viajar.

 

Brasil em 2015 - Malásia em 2016
Brasil em 2015 – Malásia em 2016 (Google Earth).

 

Eu lembro exatamente de onde estava e o que eu estava pensando enquanto traçava as linhas em uma mapa de possíveis destinos. A propósito, considerando-se que eu não tinha nada planejado de fato, eu até cheguei mais ou menos perto do roteiro. De fato vários fatores me fizeram alterar os destinos: Preços de passagens, pessoas que eu conheci, pessoas que eu queria encontrar, clima, preguiça e falta de planejamento, claro.

 

O caminho que eu pensei em fazer.
O caminho que eu pensei em fazer.
O caminho que eu realmente percorri,
O caminho que eu realmente percorri.

 

Um ano pode parecer muito tempo para se estar viajando. Algumas pessoas que encontrei pelo caminho de vez em quando me mandam mensagens perguntando “Você ainda está viajando? Nossa…”. A verdade é que mal deu pra perceber o tempo passando nos 28 países e não sei quantas cidades por onde passei. Só fica claro quanta coisa aconteceu quando eu relembro as pessoas que conheci, coisas que fiz pela primeira vez e da histórias que eu não poderia imaginar.

Pensei em escrever sobre como viajar afeta nossa visão do mundo e das pessoas, ou como uma pessoa que viaja sozinha por tanto tempo se sente. Mas a verdade é que cada um desses tópicos daria um post inteiro, e ainda não é o fim da viagem (que nem sei quando será). Vou guardar estes assuntos para o futuro.

Na verdade quero que este post seja tão sucinto (ou leve, se não for curto o suficiente) quanto foi o primeiro, então vou apenas contar, através de fotos, como foram estes 365 dias de viagem.

 

Tudo que eu precisei sempre esteve nesta mochila (ou pendurado nela). Obviamente tive que trocar várias roupas ao longo do caminho, mas essa camisa azul é guerreira e já viajou bastante. Inclusive eu nem sabia que ela já tinha sido tão azul assim.

 

Em Montenegro, preparado (ou quase) para um acampamento.
Em Montenegro, preparado (ou quase) para um acampamento.

 

A dificuldade é evitar carregar coisas demais, mas ter o suficiente para as estações. Eu sou tão bagunçado que consegui em um ano pegar dois invernos e dois verões.

 

Todo lugar é o igual: no inverno você quer verão.
Todo lugar é o igual: no inverno você quer verão.
E no verão você quer... Ah, não! mais verão.
E no verão você quer… Ah, não! mais verão.

 

Dormir algumas vezes é um desafio, mas com o nível certo de sono até pedra vira colchão.

 

Dormindo em um barco
Cochilando durante uma viagem de 7 horas nas Filipinas. Os bancos são de madeira e em alto mar você vira um peão de Barretos.

 

Eu tive a oportunidade de visitar lugares incríveis. Alguns deles eu nunca imaginaria ver com meus próprios olhos e que mesmo lá não pareciam reais.

 

Maya Bay, na Tailândia. Várias cenas do filme "A Praia" foram gravadas aqui.
Maya Bay, na Tailândia. Várias cenas do filme “A Praia” foram gravadas aqui.

 

E outros lugares que muita gente nem acredita que eu fui.

 

Na Coreia do Norte posando com as estátuas dos Kims.
Na Coreia do Norte posando com as estátuas dos Kims.

 

Claro que tirei muitas fotos. Nem sempre sendo responsável.

 

Em Split, um pouco antes de ser expulso da torre por ter saído pela janela.
Em Split, um pouco antes de ser expulso da torre por ter saído pela janela.

 

E claro que várias delas são selfies.

 

Selfie! Selfie! Selfie!

 

Mas o pôr do sol deve ser o campeão nos meus arquivos.

 

Fim do dia no Camboja.
Fim do dia no Camboja.

 

Um horário que várias vezes eu compartilhei com minha câmera e, para a tristeza dos eventuais companheiros de viagem, meu ukulele.

 

Pôr do sol na Tailândia.
Pôr do sol na Tailândia. “Vou tocar um Jack Johnson”.

 

E os companheiros não foram poucos. Desde amigos que me acompanharam por semanas até companhias interessantes de minutos que provavelmente nunca encontrarei outra vez.

 

Compartilhando um táxi da Albânia até a fronteira com a Macedônia.
Compartilhando um táxi da Albânia até a fronteira com a Macedônia.

 

Tentei fugir da viagem convencional trabalhando como voluntário em alguns países.

 

Limpando uma antiga estação de trem na República Checa.
Limpando uma antiga estação de trem na República Checa.

 

Hvar - Croácia.
Morei nesta ilha Croata por quase 3 meses voluntariando em um hostel.

 

Trabalhar como voluntário foi o que mais me aproximou dos locais nas cidades que estive. Não só aprendi e me diverti muito, também consegui me motorizar com a ajuda de amigos.

 

Muita pressão psicológica no trânsito com essa Harley Kitty.
Muita pressão psicológica no trânsito do Vietnã com essa Harley Kitty.

 

Quase todo lugar tem alguma peculiaridade com transporte.

 

Tuk-Tuks e suas variações estão por toda parte na ásia.
Tuk-Tuks e suas variações estão por toda parte na ásia.

 

três pessoas em uma moto
Uma moto para três nas Filipinas. Depois de ver algumas famílias com 6 pessoas em uma, 3 parece até normal.

 

Mas se você quiser carona, quase todo lugar funciona do mesmo jeito: Dedo pra cima e paciência.

 

Pedindo carona para um lugar que não consigo ler o nome.
Pedindo carona para um lugar que não consigo ler o nome na Macedônia.

 

Viajar de carona é uma ótima maneira de se conhecer pessoas, mas você realmente pode fazer amigos em qualquer lugar.

 

Conheci parte deste pessoal na rua e acabei indo jantar em uma associação taoísta em Macau. Até a cerveja era vegetariana.
Conheci parte deste pessoal caminhando na rua e acabei indo jantar em uma associação taoísta em Macau. Até a cerveja era vegetariana.

 

Claro que, se você bebe, uma cervejinha é o método internacionalmente reconhecido pela ONU de se fazer amigos.

 

Neste bar em Koh Phi Phi você pode tomar uma cerveja ou lutar com os seus amigos. Talvez os dois ao mesmo tempo.
Neste bar em Koh Phi Phi você pode tomar uma cerveja ou lutar com os seus amigos. Talvez os dois ao mesmo tempo.

 

E pode ter certeza que tem cerveja em todo lugar.

 

No alto do Parque Nacional Durmitor, em montenegro você não vai encontrar nada. Exceto um pastor de ovelhas vendendo cerveja no caminho para o topo da montanha.
No alto do Parque Nacional Durmitor, em Montenegro você não vai encontrar nada. Exceto um pastor de ovelhas vendendo cerveja no caminho para o topo da montanha.

 

Não só de álcool se fazem reuniões alegres. Uma boa refeição com amigos também é um ótimo momento, principalmente quando eles te avisam com antecedência se você vai morrer ou só chorar por causa da pimenta.

 

Chorei muito no Vietnã, mas não de tristeza, pela pimenta mesmo.
Chorei muito no Vietnã, mas não de tristeza, pela pimenta mesmo.

 

Claro que sempre existe a opção de uma comida leve.

 

Comendo escorpião na Tailândia. Típica atividade de turista.
Comendo escorpião na Tailândia. Típica atividade de turista.

 

Além da diversão, viajar é a melhor maneira de aprender história com quem realmente viveu a história.

 

Bata contando como escapou da Bósnia durante o cerco de Mostar.
Bata contando como escapou da Bósnia durante o cerco de Mostar.

 

Onde não existe ninguém para contar, ainda é possível ver e tocar.

 

Angkor Wat, no Camboja.
Angkor Wat, no Camboja.

 

A cultura você pode ver de perto. Algumas vezes perto demais.

 

Festival vegetariano que deveria se chamar Festival da bochecha furada, mas quem sou eu pra sugerir nomes para um cara com um fuzil na boca. Deixa pra lá.
Festival vegetariano em Phuket, Tailândia. Deveria se chamar Festival da bochecha furada, mas quem sou eu pra sugerir nomes para um cara com um fuzil na boca, né?! Deixa pra lá.

 

Desfile da independência em Macau.
Desfile da independência em Macau.

 

Comemoração do nascimento de Mohammed nas ilhas Gili, Filipinas.
Comemoração do nascimento de Mohammed nas ilhas Gili, Indonésia.

 

Você também se depara com pequenas coisas que se tornam mais interessantes do que atrações turísticas.

 

Futuro casal filipino sendo fotografado.
Futuro casal indonésio sendo fotografado.

 

E até o banheiro evidencia algumas diferenças.
Até o banheiro evidencia algumas diferenças culturais.

 

Mas mesmo em lados opostos do mundo algumas coisas são iguais.

 

Alunos sem professor em uma escola nas Filipinas.
Alunos sem professor em uma escola na Indonésia.

 

Os jovens asiáticos são muito desinibidos para pedir fotos com turistas, mas foi na China que eu me senti famoso: teve até fila para tirar selfie.

 

Os jovens asiáticos são muito desinibidos para pedir fotos com turistas, mas foi na China que eu me senti famoso: teve até fila para tirar foto.
Mais selfie! Mas essa é na Malásia.

 

Isso é só um pouco do que fiz em um ano. Pode parecer muito, mas não é nada. É só uma parte infimamente pequena do que o mundo tem a oferecer. Existem milhares de paisagens de tirar o fôlego, bilhões de pessoas com historias interessantes e uma infinidade de experiências esperando para serem vividas. Não dá pra parar agora. Quer vir junto?

 

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Vou ali no mundo e já volto.

 

Natal na Coreia do Norte

postado em: Coreia do Norte, Viagem | 15

Eram cerca de 15h quando nosso trem parou para a última inspeção na saída da Coreia do Norte, a apenas um quilômetro da fronteira com a China. Eu já tinha separado minha câmera e o celular para os policiais verificarem, mas o oficial de uniforme impecável que entrou na nossa cabine apontou indicando que queria algo da minha mochila.

As estatuas dos Kims
As estátuas dos Kims.

Ir para a Coreia do Norte foi algo que eu considerei desde o começo desta viagem. Um país cheio de peculiaridades governado por líderes excêntricos e cercado de mitos, ou não, mas isso eu queria ver com meus próprios olhos. Mas como passar três dias lá custa o mesmo do que três semanas em países como Vietnam e Camboja eu tinha deixado a ideia de lado.

Por acaso vim parar na China e resolvi conferir de novo os preços na companhia que achei mais interessante. Vi logo estampado no site “Faça parte do primeiro grupo de turistas a passar o natal na Coreia do Norte”. Passar o natal em um país que reprime qualquer manifestação religiosa?! Claro, por que não?!

O visto para Coreia do Norte
O visto para Coreia do Norte.

Dia 23 chegou e logo eu estava em uma viagem de trem de 15 horas de Pequim até Dandong, nos limites da China. Já com visto na mão (que é só um papel azul) e um bilhete de trem escrito à caneta embarcamos no trem cheio de norte-coreanos. Talvez você esteja surpreso, como eu fiquei, de saber que alguns deles podem viajar (cerca de 15 mil vão para os exterior todo ano). Obviamente os que podem viajar em geral tem uma vida confortável o suficiente para não pensar em fugir. Os que sofrem não têm liberdade nem para viajar dentro do país e precisam de autorização para tal.

Um sistema meio caótico onde você entra no trem, saí e entra de novo causava um certo tumulto. Especialmente porque os norte-coreanos aproveitam a ida a China para voltar cheios de mercadorias e fazer uma grana extra (comunismo what?). Mas enfim todos nos seus lugares, em poucos minutos atravessamos a ponte e finalmente estávamos na Coreia do Norte. Aí entram vários policiais, alguns vendo passaporte, outros perguntando sobre câmera e celular.

Existem algumas limitações na entrada, sem lentes grandes nas câmeras, livros ou filmes sobre a Coreia do Norte não são bem vindos (incluindo guias de viagem), pornografia também não e livros religiosos (bíblia, alcorão e afins) até podem entrar, mas eles vão querer ter certeza de que você vai voltar com eles. Eu já sabia disso e estava esperando uma busca meticulosa, mas somente um policial olhou minha câmera, passou 30 segundos tentando ligar para descobrir que eu não tinha foto nenhuma. Outro policial achou um gif de um pênis girando (pois é, não me pergunte) no Weechat de uma menina e só deu risada. Os policiais que checaram um laptop se divertiram por alguns momentos com um audiobook de Harry Potter (o segundo, não lembro qual é). E foi isso. Considerando que vistos para a Coreia do Norte raramente são negados (exceções para sul-coreanos e em geral para jornalistas) e que o processo de inspeção é tranquilo eu diria que é mais fácil entrar lá do que nos Estados Unidos.

Paisagem da área rural vista do trem.
Paisagem da área rural vista do trem.

 

Com tudo certo o trem começou a avançar devagar. Ainda teríamos cinco horas até a capital Pyongyang e no começo todos estavam colados nas janelas tentando ver finalmente como era o país por dentro. Primeiro alguns prédios, um parquinho abandonado e depois campos e mais campos cobertos de neve. As pessoas iam de um lado para outro nas suas bicicletas, mas não consegui identificar de onde para onde tanta gente se movia. Carros eram raros e vi tantas motos quanto galinhas (e eu poderia contá-las em uma mão). Lembro exatamente que vi três bois no caminho, todos puxando carroças. Pela paisagem fica claro que a população depende muito do que planta e com temperaturas quase constantemente negativas o inverno deve ser um período muito difícil para eles.

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Depois de algum tempo a paisagem foi ficando repetitiva e quase todos perderam o interesse no exterior. Felizmente nossos guias australianos estavam ali e de tempos em tempos alguns assuntos interessantes sobre Coreia do Norte surgiam e muita coisa do que eu não vi lá descobri conversando com esses caras que já tem centenas de dias de Coreia no currículo.

Já era noite quando chegamos na estação de Pyongyang. As portas se abriram e com os olhos ainda acostumando com a diferença entre as luzes do interior do trem e as da estação só senti o frio que fazia na plataforma antes de ver qualquer coisa. Levou um segundo ou dois para eu perceber que a verdade era que não tinha luz nenhuma, era o primeiro blackout da viagem: “Bem-vindo a Pyongyang”. Em algum lugar uma musiquinha macabra tocava e a única luz da estação iluminava uma imagem de Kim Il-Sung (ou do filho dele, não prestei atenção). Nossos guias norte-coreanos já nos esperavam e de ônibus fomos em direção ao hotel enquanto a guia mais velha, muito simpática, explicava como seria nosso tour.

Mesmo durante a noite deu pra perceber que o hotel era imponente para um país como este. 47 andares com um restaurante giratório no topo. Na recepção uma TV sintonizada na emissora nacional (porque é a única opção) exibia cenas de sucesso do país nos esportes, todas em preto e branco alternando às vezes com aquele colorido desbotado dos anos 80. Recebemos a boa notícia de que teríamos água quente 24 horas (em geral é só por uma hora de manhã e uma hora à noite) e todos foram para seus quartos se preparar para o jantar. No elevador o andar pula do 4º para o 6º, falamos um pouco sobre o secreto 5º andar e continuamos subindo.

Moderno sistema no quarto do hotel.
Moderno sistema no quarto do hotel.

Estava dividindo meu quarto com um inglês e quando abrimos a porta o quarto pareceu bem normal e espaçoso. A única coisa que parecia não pertencer ao lugar era uma espécie de rádio gigante que não sintonizava nada e um telefone que possivelmente é mais velho que eu (e olha que eu assistia Machete).

Pyongyang à noite.
Pyongyang à noite.

Pela janela do 38º andar Pyongyang parece uma cidade normal, exceto pelo assustador baixo número de carros nas ruas. A iluminação fora do centro também é básica, mas vendo a foto poderia ser qualquer lugar na Ásia.

Nos avisaram novamente algo que já sabíamos “Vocês não podem sair do hotel”. Então jantamos e começamos a circular por tudo que havia no hotel: as lojas, sinuca, karaokê, boliche, ping pong e o restaurante giratório no topo. O hotel de 1000 quartos tinha como hóspedes apenas o nosso grupo e mais uns gatos pingados, então éramos os únicos em tudo. No restaurante do topo só ligaram o motorzinho pra girar quando fomos tomar uma cerveja de 5 reais.

Natal no Karaokê do hotel
Natal no Karaokê do hotel.

Em algum momento 4 de nós resolvemos explorar o quinto piso que supostamente seria uma área de controle de segurança, mas vai saber né. Primeiro o elevador só ia até o oitavo andar, caminhamos pela escada até o quinto mas a porta estava lacrada. O sexto estava aberto e começamos a andar pelos corredores, vários deles com propagandas que não imagino o que dizem e encontramos uma das portas abertas. Melhor do que eu tentar explicar é mostrar a foto abaixo. Saímos logo dali e voltamos para beber no karaokê que era mais seguro e divertido. E afinal era noite de natal.

Um dos quartos abandonados do hotel.
Um dos quartos abandonados do hotel.
Eles não manjam muito de decoração na Coreia do Norte.
Eles não manjam muito de decoração na Coreia do Norte.

Na Coreia do Norte não tem natal. Religiões não fazem parte da vida das pessoas em um país onde só se idolatra os líderes. Portanto, com exceção de uma árvore de natal sem decoração no nosso hotel, não havia qualquer outra referência ao dia.

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Na manhã seguinte saímos cedo para conhecer Pyongyang. Observar a movimentação da cidade alheia aos nossos olhares na janela do ônibus foi uma das coisas mais interessantes dessa visita. Eu imaginava um lugar cinza com pessoas cabisbaixas andando com suas caras fechadas pela rua, mas acredite ou não, a rotina é (aparentemente) bem normal. Lembro claramente do rosto de uma mulher rindo muito enquanto caminhava ao lado de um homem que aparentava a mesma idade. Algumas pessoas conversando na calçada, crianças brincando.

Pyongyang parece até um lugar normal vista de longe.
Pyongyang parece até um lugar normal vista de longe.

Nossa primeira visita foi às estatuas de Kim il Sung e Kim jong Il, os falecidos amados (?!) líderes norte-coreanos. Antes da chegada recebemos as instruções: Quem quiser depositar flores em frente à estátua é bem-vindo. Em seguida vamos fazer uma reverência (sim, tivemos que fazer isso). Com relação as fotos, somente pegando as duas estátuas de corpo inteiro. Vai entender…

Kim Il Sung e Kim jung Il estão por toda parte.
Kim Il Sung e Kim jung Il estão por toda parte.

As estátuas de bronze de 22 metros já podiam ser vistas do caminho que levava à área central da praça. Paramos um pouco antes porque militares estavam limpando a área e organizando as coroas de flores. Como fotos de militares são “No No” ficamos ali uns 10 minutos esperando o pessoal terminar o serviço. Aliás, aproveitando para abrir um parêntese sobre militares, a ampla maioria que vi estavam com um pá cavando buracos, carregando cimento em obras ou em volta de trens. Militares com armas provavelmente estavam dormindo nesse dia.

Entre um e outro ponto turístico nossa guia nos falava das maravilhas da Coreia do Norte. Alguns exemplos foram os apartamentos modernos que são de graça e para “as pessoas normais”, a não existência de impostos no país e que famílias que têm trigêmeos recebem uma medalha de ouro (?) e vários presentes do governo.

Grand People's Study House - A enorme biblioteca com livros escondidos.
Grand People’s Study House – A enorme biblioteca com livros escondidos.

Paramos na Grand People’s Study House, uma biblioteca imensa e realmente muito bonita por fora. Supostamente o prédio tem capacidade para armazenar 30 milhões de livros, mas só vimos uns 2 mil. A maioria deles não está em exposição e vêm por uma esteira através de um buraco na parede quando você solicita à bibliotecária. Obviamente o acervo é bastante limitado e a grande maioria dos livros solicitados são de autoria de um dos Kims.

Alguém nos esperava logo depois da porta: uma espécie de recepcionista/guia que explicou tudo sobre o lugar em coreano enquanto nossa guia traduzia. E isso foi muito estranho porque logo depois percebi que essa recepcionista falava inglês fluente. Só mais uma coisinha sem explicação.

A moderna sala de Apreciação musical com VHS
A moderna sala de Apreciação musical com VHS.

 

E claro, o moderno toca fitas double deck com CD player embutido.
E claro, o moderno toca fitas double deck com CD player embutido.

Além da parte de leitura conhecemos minha área favorita da visita: a sala de apreciação musical. Eu esperava alguns instrumentos mas o que vi foram dezenas de toca-ficas com CD-Player enfileirados ao lado de diversos televisores com VHS integrado. Algumas pessoas olhavam atentas para a tela e tinha até alguém fazendo anotações. No fundo da sala um dos diversos computadores disponíveis estava ligado e a tela exibia um sistema com cara de 1995. Aliás, o lugar todo tinha cara de 1995.

Atualizando o Facebook.
Atualizando o Facebook.
Me lembra um emulador de Super Nintendo.
Me lembra um emulador de Super Nintendo.

O trânsito é muito tranquilo, somente na área central existe uma quantidade razoável de carros e para controlá-los existem guardas de trânsito como em qualquer outra cidade. Bom… quase. Os guardas do sexo masculino são normais, mas as mulheres que fazem o mesmo serviço se movimentam de uma maneira bizarra. Elas movem o pescoço como robôs e giram o corpo como se as articulações fossem eixos muito limitados. 

À tarde fomos em um museu nada interessante. As luzes foram sendo acendidas quando chegamos. Aparentemente os locais não se interessam tanto pelo lugar e por mais que eu fosse fã dos Kims eu também não me interessaria, mas mais uma vez foi divertido ver como as pessoas que trabalhavam lá se divertiam com as piadas que nossos guias (australianos, não os guias coreanos faziam). Sorriam muito e alto, especialmente quando era algo do tipo “Quer casar comigo?”.

Estátuas na Torre Juche.
Estátua na Torre Juche.

Nos relatos que li antes da viagem os autores sempre diziam que os guias coreanos eram bastante rígidos e não deixavam você se afastar, prestavam muita atenção as fotos, etc. A verdade é que os nossos estavam tão tranquilos que por vezes até perderam pessoas de vista. Depois do museu caminhamos sobre o rio e nossa fila ficou longa para nossos guias. Por um momento eu estava andando sozinho pelas ruas de Pyongyang e se quisesse pegar uma das esquinas e me perder por lá poderia (só faltou um motivo para querer).

Caminhando em Pyongyang.
Caminhando em Pyongyang.

Nosso guia mais jovem, Yun (não é o nome verdadeiro), tinha um inglês bom o suficiente para uma conversa longa, mas falava tão baixo que era difícil compreender tudo sem prestar bastante atenção. Só uma característica pessoal, não coreana. Yun cursou geologia em Pyongyang, disse que a paixão dele é areia, terra e rochas, mas os pais queriam algo mais promissor e insistiram que ele tentasse uma carreira como guia. Com 33 anos ele acabou de ser pai de um menino, que segundo ele vai ser o único. Mesmo morando em Pyongyang ele não vai para casa na maioria das noites. Os guias têm que ficar o tempo todo próximos dos turistas. Yun iria ficar quase uma semana sem ver o filho que estava a um quilômetro do nosso hotel.

Nossas conversas eram bem normais. Um diálogo enquanto esperávamos o ônibus seguir para o próximo ponto foi mais ou menos assim:

Yun: “Você acha as coreanas bonitas?”
Rodrigo: “Sim, vi algumas bonitas. E você o que acha?” (realmente vi, não estava tentando ser legal)
Yun: “Sou casado, não posso mais ficar olhando muito (risos)”
Rodrigo: “Olha aquela lá. É bonita”
Yun: “Ah! Não vi. Olha pra cá de novo… (mais risos)”
Yun: “No museu da guerra tem uma guia que é muito bonita. Pena que eu sou casado…”

 

Obviamente não puxei nenhum assunto sobre política que pudesse ser constrangedor. Quase tudo era pessoal. Ele mostrou fotos da família dele, eu mostrei da minha. Perguntei se ele viajava para as montanhas, se sempre morou em Pyongyang, etc. O que me surpreendeu foi a pergunta dele quando chegamos ao metrô.

Estação de Metrô de Pyongyang.
Estação de Metrô de Pyongyang.

O metrô de Pyongyang em tese é o mais profundo do mundo, o de São Petersburgo também diz ser. Seja como for já fui nos dois e são realmente muitos metros de escada até chegar no nível dos trens. Enquanto falávamos sobre isso Yun me disse que, em tese, as estações podem resistir à bombardeios devido à essa profundidade. E então ele me perguntou com um tom de quem realmente está curioso por uma opinião externa:

“Você acha que realmente poderia resistir à um bombardeio?”

 

Pode parecer uma pergunta besta, mas na Coreia do Norte se o governo diz que resiste você acredita, mas Yun talvez não acredite tanto assim. Se você gosta de teorias da conspiração pode pensar agora que Yun é algum tipo de espião querendo encurralar estrangeiros com perguntas desse tipo.

Monumento do Partido. Não preciso dizer qual partido porque só tem um mesmo.
Monumento do Partido. Não preciso dizer qual partido porque só tem um mesmo.

Li muito sobre estas “armações” antes da viagem também, bem como crianças bonitinhas que falam inglês colocadas no caminho para parecer que as coisas funcionam bem na capital. Isso é verdade? A resposta (para mim) é “não”. Eu realmente acho que as pessoas são muito inocentes para pensar isso ou são oportunistas e querem que as coisas pareçam mais estranhas para atrair leitores. A Coreia do Norte já é bizarra o suficiente sem essas situações e Pyongyang é OK, principalmente porque boa parte da população tem boas posições no partido e estudam nas melhores universidades. Algumas crianças realmente aprendem inglês e as pessoas se vestem bem. Isso não faz o país ser bom (nem de longe), mas achar que é tudo um teatro a céu aberto é muita criatividade.

De volta ao metrô, o preço de uma viagem é ridículo (R$ 0,04) e as duas linhas são muita utilizadas. Chegamos na estação que tem uma cara de antiga com uma tentativa de ser moderna. Exceto pelos trens, estes parece que acabaram de chegar de 1975.

Mapa com as duas linhas do metrô de Pyongyang.
Mapa com as duas linhas do metrô de Pyongyang.

Começamos nossa viagem acompanhados por mais uma música macabra (Acho que pra eles é tipo “Aí se eu te pego”. Ninguém assoviou para acompanhar). Um Kim Il Sung sorridente nos observava ao lado de outra figura do filho quando as luzes se apagaram. Era mais um blackout, o trem começou a andar devagar já que com baterias a velocidade fica reduzida ao mínimo e como a energia não voltou a tempo o trem parou. No meu canto perto da janela eu pensei “Eu estou em um metrô velho, parado entre as estações, espremido como uma sardinha, no dia 25 de dezembro, na Coreia do Norte. Vai ser difícil bater esse natal.”

Metrô iluminado pela luz de emergência enquanto esperávamos a energia voltar.
Metrô iluminado pela luz de emergência enquanto esperávamos a energia voltar.

Apesar de estar cerca de 2º C na rua nosso vagão já estava parecendo verão no Brasil então todos vibraram quando a energia voltou. Bom, todos os turistas. Acho que os coreanos já estão acostumados.

Jornal do dia exposto na estação de metrô.
Jornal do dia exposto na estação de metrô.

Na estação que descemos várias pessoas iam e vinham apressadas e alguns locais liam o jornal do dia que fica exposto bem no centro. Quase tudo no periódico era sobre esportes, mas digo isso me baseando pelas fotos. Poderia muito bem ser “Operação com soldados disfarçados de jogadores de basquete foi um sucesso”.

Fora da estação vimos o arco do triunfo que a guia orgulhosamente nos disse ser maior do que o de Paris. Acredito nela, realmente parece maior.

O Arco do Triunfo da Coreia do Norte.
O Arco do Triunfo da Coreia do Norte.

Partimos para a última visita do dia: O Museu da Guerra. A visita inicia com uma exposição de veículos de guerra capturados pelos norte-coreanos. Alguns blindados, aviões abatidos, helicópteros e o orgulho da Coreia do Norte: o USS Pueblo.

Esse navio (ou corveta, ou bote – pois é, não é minha área) aparentemente destinado à análises ambientais era um navio espião americano capturado em 1968. Você pode entrar no navio andar pelas diferentes áreas e assistir um vídeo sobre a história da captura. Obviamente a história diverge um pouco entre coreanos e americanos, mas é fato que foi um navio espião.

Museu da Guerra
Museu da Guerra.

Saindo do navio nos dirigimos para a área interna do museu, não sem antes receber o aviso de que não poderíamos fotografar o interior. Eu pensei que era até bom, esses museus são entediantes mesmo. Vi que estava errado assim que as portas se abriram: o interior era absurdamente suntuoso. Logo em frente à porta uma estátua enorme de Kim Il Sung sorria e acenava com um fundo cheio de fogos de artifício. As paredes, o chão e o teto eram impecáveis.

Começamos nosso tour ainda boquiabertos e em poucos minutos adivinhem o que aconteceu: mais um blackout! A guia do museu meio constrangida disse que esse dia eles não estavam abertos era uma exceção somente para estrangeiros e que nesse dia estavam fazendo algumas manutenções (aham! Acreditamos). Seguimos caminhando com as lanternas dos celulares iluminando tudo e eu tenho que dizer que fora o luxo do lugar o museu em si deve ser interessante somente para militares e membros do partido.

Ao fundo o hotel Ryugyong de 105 andares que começou a ser construído em 1986 e hoje só tem o exterior concluído.
Ao fundo o hotel Ryugyong de 105 andares que começou a ser construído em 1986 e hoje só tem o exterior concluído.

 

A parte legal, porque foi engraçada, foi a guia (do museu) explicando a guerra da Coreia. Os norte-coreanos dominaram quase todo o território por um breve período (nessa parte ela narrava com entusiasmo as conquistas). O problema é que logo depois eles foram encurralados no extremo norte e ela não poderia ignorar essa parte. Na narrativa ela chamou isso de “Retirada estratégica”. Aparentemente ela realmente acredita nisso, tanto quanto que o blackout é só manutenção elétrica.

Tivemos mais uma “manutenção elétrica” e acabamos terminando o tour um pouco mais cedo. Enquanto começava a nevar fomos para um restaurante para o último jantar (A propósito a culinária coreana é muito interessante, pena que não tem pra todo mundo), depois para um bar com a configuração tradicional: bebidas, sinuca, ping pong e karaokê. Com exceção dos nossos guias somente turistas (o que significa somente o nosso grupo), então nada de interessante para comentar sobre o lugar.

Lendo a história de como Kim Jong Il estava tão concentrado na leitura que durante o dia todo não percebeu uma tempestade na rua. (sério).
Lendo a história de como Kim Jong Il estava tão concentrado na leitura que durante o dia todo não percebeu uma tempestade na rua. (sério).

Na manhã seguinte nosso trem de retorno para a China saiu no horário marcado. Praticamente todos estavam destruídos depois de uma noite de festa na Coréia do Norte (nunca pensei que fosse falar isso) então as 5 horas até os limites do país passaram rápido.

Paramos mais uma vez na fronteira e policiais de todas as patentes entraram no trem, a grande maioria bem humorados e fazendo piadas com nosso guia australiano que já é mais do que conhecido por lá. Mesmo processo de vistoria, um deles pegou minha câmera mas não quis ver as fotos, só queria saber se tinha GPS, eu disse que não e pronto.

Os trens na Coreia do norte tem o mesmo nível dos chineses.
Os trens na Coreia do norte tem o mesmo nível dos chineses.

Tudo certo até que um guarda chegou na nossa cabine e apontou para algo na minha mochila. Não entendi o que ele queria e alguém falou “Ele quer que você toque o ukulele”. Comecei a tocar e o policial observou atento, outros que passavam também paravam com um olhar curioso enquanto eu tocava “Ain’t no Sunshine”. E essa foi minha última atividade nesse país doido, tocar Bill Withers dentro de um trem para um policial norte-coreano.

Tudo sobre Seguro Viagem

postado em: Viagem | 10

Quando eu comecei minha viagem de volta ao mundo imaginei que alguns imprevistos aconteceriam, porém a última coisa que eu esperava era que levassem meu laptop, passaporte e dinheiro logo na Alemanha, que em geral é um país muito seguro. Mas aconteceu.

Ninguém planeja pegar dengue, cair na água com a câmera nova ou perder um vôo porque um vulcão resolveu entrar em erupção justo dia que você ia para aquela praia paradisíaca. Infelizmente essas coisas vão acontecer com algumas pessoas e o resultado pode ser desde de perder alguns dias de diversão até um rombo na sua conta quando se fala de despesas médicas por exemplo. Ter um seguro viagem é a melhor maneira de reduzir os danos caso algum problema aconteça e nesse post vou dar algumas dicas sobre o que prestar atenção na hora de fazer o seu para não ter mais dor de cabeça quando precisar utilizá-lo.

O que é seguro viagem?

Seguro Viagem é um tipo de seguro que cobre despesas médicas, cancelamentos de viagem, perda de bagagem, acidente aéreo, roubos e outras emergências em viagem internacional ou no seu próprio país. Preços podem mudar radicalmente de uma empresa para outra e as diferenças em geral são os valores cobertos e exclusões. Exemplo: Uma apólice mais barata pode cobrir até 50 dólares para emergências odontológicas, enquanto outra pode cobrir 300 dólares na mesma situação.

 

Por que eu preciso fazer um seguro viagem?

Porque você não pode prever o que vai acontecer, especialmente com relação à saúde. Eu viajo com câmera, algumas lentes, laptop e outros eletrônicos que me trariam um grande prejuízo caso eu os perca, mas esse é um prejuízo mensurável. Eu nunca vou perder mais do que o valor que paguei por eles. Já com emergências médicas não há limites para o quanto você pode ter que desembolsar.

Conheci muita gente viajando que precisou de cuidados médicos. Vários acidentes de moto e bicicleta, intoxicação alimentar, dengue e mais recentemente uma simples mordida de macaco que custou 1.700 dólares em vacinas. Se você precisar de uma ambulância e internação os custos podem te mandar pra casa com algumas dívidas.

Para ter uma ideia estes são os preços médios de 24 horas de tratamento médico em alguns países de acordo com a federação internacional de planos de saúde: Argentina $429, África do Sul $665, França $853, Nova Zelândia, $979, Austrália $1,472, USA $4,287.

Além disso alguns países exigem que você tenha um seguro. O exemplo mais comum são os países da área Schengen (boa parte da Europa) que cobram seguro com cobertura médica de pelo menos 30 mil euros e que cubra expatriação e emergências médicas.

 

Tenho que tomar algum cuidado na hora de fazer o meu seguro?

Vários! Principalmente com as letrinhas miúdas, que são muitas. Todas as empresas tem contratos cheios de exclusões e muita gente só descobre elas quando tenta receber alguma coisa. Tente não contratar o seguro de última hora para ter tempo de ler pelo menos os principais itens. Compare diferentes empresas para ver qual oferece as melhores condições para os itens que são mais importantes para você.

 

Quais os principais itens que eu devo observar?

Acidentes e cobertura médica

Mesmo que você não esteja viajando para a Europa utilizar as exigências de um seguro Schengen são um bom ponto de partida. Evite seguros que cubram menos do que 30 mil euros para emergência médica. Pode parecer muito, mas imagine quanto custa dar um jeito na sua perna quebrada na Noruega por exemplo.

Esportes

Se você vai praticar esportes durante a viagem leia bem esta parte pois cada seguradora trata eles de maneira diferente. Algumas não vão cobrir sua queda de um cavalo, outras podem cobrir mergulho com cilindro e salto de paraquedas se você pagar um adicional.

Condições preexistentes

Verifique qual a política da sua seguradora para condições de saúde prévias a sua viagem. Em geral qualquer problema relacionado à doenças que você já tinha não serão cobertas.

 

O que normalmente está coberto e o que não está?

Atrasos e cancelamentos de voo normalmente estão cobertos, mas se você pegou uma empresa pequena que cancelou os voos por problemas financeiros você só conseguirá receber alguma coisa se ela declarar falência.

Roubos em geral são cobertos, furtos nem sempre. Se alguém quebrar o vidro do seu carro para pegar uma bolsa o seguro cobre, se você estiver andando no centro de Paris e puxarem o celular do seu bolso sem você ver o seguro não cobre.

Se você se acidentar de moto na Tailândia e não tiver carteira de motorista é bem provável que você não vai receber nada da seguradora.

Se por problemas de segurança você precisar ser removido do país a seguradora deve providenciar tudo. Isso inclui desde desastres naturais até conflitos.

Caso algum parente próximo venha a falecer o seguro deve pagar suas despesas para voltar ao país e tudo que você já pagou e não pode cancelar (voos, hotéis, ingressos, etc).

O seguro não vai cobrir nenhum acidente resultado do uso de álcool e drogas ou qualquer coisa que não seja sensata. Tentar tirar selfies com um hipopótamo na Tanzânia, por exemplo, não é uma boa ideia.

Novamente, leia tudo com atenção porque nada é tão simples assim com seguradoras. A principal causa de reclamação são detalhes como a pessoa achar que estava coberta pela perda de bagagem só para receber uma resposta dizendo que tem uma cláusula no contrato excluindo o pagamento se a mala for perdida em um sábado de lua cheia.

 

Como evitar as dores de cabeça se eu precisar usar o seguro?

Tenha cópias das notas fiscais de todos os seus eletrônicos e outros itens que você pode querer reclamar (você pode tirar uma foto e enviar para o seu e-mail para não ter que carregar papéis).

Guarde os comprovantes de passagem e se possível de saques/câmbio. Eles serão úteis para comprovar lugares que você esteve e dinheiro que você tinha.

Fotografias das suas malas, seus documentos e até de você mesmo (em caso de problemas de saúde) ajudam caso você precise solicitar algum pagamento.

Em suma quanto mais evidências melhor. Pode ser que a nota fiscal do seu laptop não esteja em seu nome, mas fotos de você com ele definitivamente vão ajudar a convencer quem está analisando seu caso de que é realmente algo que era seu.

Qual empresa contratar?

Escolher a melhor empresa é muito difícil, elas sempre pagam comissão pelas indicações (inclusive para este blog) e quando você pesquisa é impossível saber se aquela é realmente a melhor ou a recomendação é só para fazer dinheiro.

Até decidir fazer uma viagem de volta ao mundo eu não me preocupava tanto com qual empresa utilizar. Mas agora seria por um longo período, então além das chances de algo acontecer serem maiores no longo prazo os custos também seriam altos. Li bastante sobre isso e vi que a maioria das pessoas recomenda a World Nomads.

Fiz meu seguro com eles e [infelizmente] pude testá-lo já na segunda semana de viagem, quando roubaram minhas coisas no hostel que eu estava. Liguei para o número de emergência deles logo depois de perceber que tinham levado meu laptop e a atendente me deu as instruções sobre o que fazer. Recebi o reembolso pelo meu laptop, dinheiro e o custo do meu novo passaporte, de acordo com a apólice, cerca de um mês depois.

Eu recomendo a World Nomads porque eles têm um preço muito bom pela cobertura extensiva que oferecem e, pela minha experiência, o processo de solicitação de reembolso e pagamento é tranquilo.

A World Nomads também permite que você faça o seguro mesmo que já tenha iniciado a viagem. O que é bastante útil se você estendeu sua viagem e precisa também estender o seguro ou se não sabe exatamente qual será a duração da viagem. Eu fiz o seguro por 6 meses e renovei por mais 6 meses enquanto estava na Europa.

Se você quiser fazer uma cotação pode usar o formulário abaixo. Eu ganho uma pequena comissão se o seguro for feito por aqui, mas fique à vontade para fazer pelo próprio site da World Nomads. Minha recomendação é de fato pelo serviço que eles oferecem e não pelos dólares 🙂

 

E se eu quiser seguro para viajar no Brasil?

Eu nunca fiz seguro no Brasil porque meu plano de saúde cobriria o básico, mas nesse caso minha sugestão seria a Mondial que eu sempre usei antes para viagens internacionais.

Meu cartão de crédito oferece seguro viagem. É a mesma coisa?

Normalmente sim, e o melhor é que é de graça. Fique atento para ver se o seu cartão cobre despesas médicas já que alguns só cobrem acidentes. Em geral cartões Visa e Mastercard platinum ou superior cobrem despesas médicas se você comprar as passagens integralmente com um deles. Alguns cartões American Express fornecem o seguro mesmo que você tenha comprado as passagens com outro cartão. O seguro destes cartões atendem às exigências dos países da área Schengen, portanto basta você imprimir o certificado e apresentar na imigração caso solicitem. Em geral os cartões limitam o seguro a até dois meses, se você for viajar por um período maior pode contratar seu seguro com outra empresa ao fim do prazo coberto pelo cartão.

As regras variam de acordo com cada bandeira e a cobertura costuma ser menos abrangente do que um seguro independente, porém pelo custo zero essa é uma excelente opção para economizar. Se você for contratar um seguro porque quer cobertura para esportes radicais ou contra roubos por exemplo, solicite a apólice do cartão do mesmo jeito. É sempre bom ter um plano B.

Mais dicas

Evite usar os seguros que oferecem quando você compra passagens áreas, em geral (nunca vi exceção) eles são muito caros pela cobertura superficial que oferecem.

Leia bem seu contrato. É muito chato, mas é necessário.

Guarde cópias das notas fiscais do que estiver levando com você.

Tenha cópias do número da apólice e telefone da seguradora em diferentes malas durante a viagem.

 

Tem dicas ou dúvidas sobre Seguro Viagem? Escreva nos comentários para que possamos melhorar este artigo.

Sarajevo ou Pristina? Escolha o meu destino.

postado em: Europa, Viagem | 3

No início do próximo mês vou deixar Hvar para continuar viagem. Antes de deixar a Europa devo visitar mais alguns países bálticos entre agosto e setembro até finalmente chegar na Turquia.

mapa

Como tempo não é um problema quero fazer um pequeno desvio para visitar lugares que passaram por conflitos recentes. Locais onde o nome ainda lembra cenas de batalhas e mortes, mas onde o atual cenário já é diferente. Porém em vez de eu escolher vou deixar para os leitores do blog a decisão de qual cidade visitar.

As opções são:

Sarajevo – Bósnia e Herzegovina

Sarajevo

A guerra pela independência da Bósnia deixou milhares de mortos na capital Sarajevo entre 1992 e 1995. Se você não é muito jovem pode lembrar que enquanto comemorava as defesas do Taffarel na copa de 1994 Sarajevo era bombardeada e atiradores de elite sérvios ajudavam a tirar a vida de mais de 10 mil pessoas.

Sarajevo também foi o local onde o arquiduque da Áustria Franz Ferdinand foi assassinado em 1914, sendo esse um dos principais eventos que desencadearam a primeira guerra mundial.

Pristina – Kosovo

Pristina

O Kosovo declarou-se estado independente em 1991 mas o único país a reconhecer a independência foi a Albânia. A tensão com o governo central da Iugoslávia foi piorando até 1998 quando uma guerra finalmente começou, matando 12 mil pessoas em um pouco mais de um ano de conflito.

Pristina é a capital de um país que a Sérvia (bem como Rússia e China) não reconhece como nação. De fato não se pode entrar do Kosovo para a Sérvia já que em tese você já estaria em território sérvio ilegalmente.

Por que ir lá?

Tanto a Bósnia quanto o Kosovo ainda estão se recuperando das feridas dos seus conflitos. Independe de qual desses lugares eu acabe conhecendo a ideia não é que seja uma visita para ver destruição, mas sim como as coisas estão depois de um período muito difícil que é bastante recente. Certamente não será o lugar mais bonito que eu vou conhecer, mas não estou viajando só pelas belezas e sim pelas experiências e nesse aspecto qualquer um desses lugares tem muito a acrescentar.

Então a votação ficará aberta aqui por 10 dias e no próximo mês vou visitar um dos lugares que vocês escolherem.

Escolha o destino

ATUALIZAÇÃO:

Votação Encerrada. Sarajevo ganhou de lavada.

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